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Então, qual é a melhor forma de lidar com os seus pertences físicos?
Cristina Guimarães
PERSONAL ORGANIZER​

A profissão de Personal Organizer, especialista em Organização, é nova em Portugal. Contudo, os seus serviços têm um valor precioso na vida das pessoas, desde dar mais tempo de qualidade ao seu dia-a-dia, reduzir os custos na sua economia mensal, até poupar o stress diário, passando pela mudança de casa e, neste caso, pela libertação de roupa e bens de um ente falecido.

A morte de um ente querido é uma experiência arrasadora, a tristeza é profunda e segue-se um período de luto. O luto é o processo natural de adaptação emocional que é necessário viver para dar continuidade à vida. Para os que ficam, por mais difícil e doloroso que seja, a vida continua e, para isso, é preciso aceitar a ausência física dessa pessoa. Este caminho não se faz de um dia para o outro e cada pessoa precisa do seu próprio tempo para o fazer. Todavia, é importante ter em mente que o objectivo do luto é aceitar a perda, para poder seguir em frente.

Sente-se um vazio enorme com a partida de alguém e, muito além do vazio sentimental, a ausência física é exacerbada pelos haveres materiais. Acabamos por dar demasiado valor a objetos, roupas, quartos, pertences da pessoa que partiu. É como se aquela blusa, antes sem importância, agora fosse um pedaço da presença física da pessoa.

Então, qual é a melhor forma de lidar com os seus pertences físicos? Às vezes, são poucos objectos, um casal que dividia um armário; noutros casos, são quartos inteiros que acabam por ficar para contemplação e para acalmar um pouco a saudade dos que ficam. Porém, desapegar desses objectos faz parte da caminhada do luto e, se aqueles objetos já não são precisos, podem ser usados para dar um sentido à perda ajudando outras pessoas.

É aqui que um Personal Organizer, especialista em organização, posso ajudar na reorganização daquele ambiente. Com pequenos passos, sem causar grande perturbação, pode ajudar com mudanças suaves e confortáveis aos moradores da casa.

O momento em que se permite tocar nos pertences deve ser de serenidade e calma. Rever objectos esquecidos, relembrar vivências marcantes, um momento para sorrisos e lágrimas. Nesse momento, ter alguém que compreenda e apoie, como se fosse um amigo, mas que aja com profissionalismo, é fundamental.

Ter um profissional, neste caso, ao seu lado que lhe permita contar histórias e falar da pessoa querida, enquanto faz a organização pós-morte pode ser terapêutico e muito libertador. Ou, então, se preferir, afastar-se do processo e deixar o profissional trabalhar sozinho. A escolha é do familiar, nunca do profissional, será só o mediador do processo, a ajuda necessária para se libertar dos bens materiais que agravam a saudade.

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